Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

É só Promessas?




Grandes nomes do gospel Nacional no


show da globo: marketing ou aproximação verdadeira?



Concordo que há muitos interesses nos dois lados dessa história, que o gospel será apenas mais um produto das organizações Globo, e que os cantores estão mais interessados em aumentar suas receitas, mas será que não pode ser visto com um começo? Ou será um fiasco como o Santos contra o Barcelona? Eu ainda não tenho essa resposta, mas acredito que só o tempo dirá.
Mas quero deixar um questionamento: quantos não buscam uma igreja, ou melhor, o Senhor Jesus por algum interesse pessoal (cura, direção, respostas, libertação, auxilio, luz, amor, salvação), mas em algum momento da vida se dá conta que não pode ficar sem o que reino tem para oferecer. Oremos para que com essa abertura, a visão que a Globo tem de nós, crentes, seja modificada e passemos a ser compreendidos e respeitados.
Mas uma coisa temos que reconhecer: foi lindo ver o nome de Jesus ser exaltado na telinha e ter a certeza que a mensagem foi levada em vários confins de nossa nação, onde só o sinal de TV é capaz de chegar...

Quarta-feira, Maio 11, 2011

Será este o futuro?

Não sou de ver novela, mas, sábado, como estava de bobeira em casa, acabei me juntando à família em frente da TV na hora da novela das 9 da Globo, quando essa cena apareceu. Estou há alguns dias pensando nela. Será este o futuro da nossa profissão?


http://insensatocoracao.globo.com/videos/v/olivia-incentiva-kleber-a-conseguir-um-emprego/1503810/#/capítulos/20110507/page/2

Terça-feira, Abril 26, 2011

Quantos livros você já leu na vida?


Quantos livros você já leu até hoje? Estou com essa pergunta na cabeça há alguns dias. Isso começou desde quando resolvi colocar o meu perfil na rede social WWW.olivreiro.com.br. A rede brasileira e patrocinada por uma grande universidade carioca, é uma forma criativa de reunir pessoas que tem o gosto pela leitura em plena época do reinado da tecnologia.

Há relações de escritores de várias épocas, nacionalidades, temas, enfim, livros aos montes. Além, é claro, da possibilidade de interagir com outros participantes da rede. Entre as muitas atividades, comunidades que existem no O Livreiro (ainda não descobri todas) está a Estante, onde o participante coloca os livros que deseja ler, já leu ou o que está lendo. Até agora, estou chegando aos 100, mas tenho certeza que é muito mais. Uma vez, quando estava no último semestre da faculdade, há mais de uma década, eu e um, até então, colega de curso e ávido freqüentador da biblioteca, fizemos um levantamento sobre o que havíamos lido até aquele momento, recordo que a minha marca passara dos 150.

Não lembrei de todos, mas volta e meia me pego citando um título que um dia passou pelas minhas mãos. O exercício tem sido produtivo, porque recordo de livros que nem lembrava mais, dos marcantes e de vários que detestei. É engraçado como a memória pode ser um baú de surpresas. Também descobri que tem uma infinidade de livros que desejo ler e aqueles que quero ler e que nem sabia. Entre as muitas comunidades existentes no O Livreiro uma que me chamou a atenção é a “Pilha não Para de Crescer”, reúne pessoas que acumulam livros para um dia ler, tenho esse hábito. Olhando para a minha pequena estante, estão lá vários que um dia comprei ou ganhei e que nem folhei. Será que todo leitor é assim? E você, quantos livros já leu?


Domingo, Abril 24, 2011

Um novo pacto



Voltei a jogar basquete. Neste fim de semana, fiz uma constatação observando um cara, que por causa dos compromissos da vida, como estudo, emprego, família, há tempos não colocava o tênis e não entrava numa quadra: o basquete é cruel com os sedentários! Não perdoa quem está fora de forma. Você busca o ar e não vem, o cérebro manda, o corpo até tenta, mas não consegue obedecer.
Eu sabia o que ele estava sentindo. Pois, há algumas semanas, passei pela mesma situação. Confesso que é no mínino estranho sentir na pele de que o tempo passou, de que você não é mais a mesma pessoa, que se dedicou a outras atividades e deixou de lado algo prazeroso e que julgava eterno. A juventude passou e com ela foi embora parte da vitalidade. Movimentos que eram feitos com tanta simplicidade, pareciam que estavam sendo executadas por uma pessoa de 80 anos. Estranho, mas não tenho nem a metade disso.
Descobri também que esse colapso é só nos cinco minutos iniciais, depois você encontra o seu ritmo e domina o cansaço. Para isso, o jeito é colocar-se em situações em que não precisa se movimentar tanto, passa a administrar o jogo e deixa a correria com os mais jovens e velozes. Hoje, entendo o que ex-atletas passam...
Diferente do futebol, quando um atacante pode ficar a maior parte do tempo com as mãos na cintura, esperando a bola chegar aos seus pés, no basquete, todos, simplesmente os cinco jogadores, precisam se esforçar para ficar com a bola nas mãos e fazer mais cestas do que o adversário. Por causa dessa grande movimentação, ele é considerado o segundo esporte mais completo, perdendo apenas para a natação.
Gosto do basquete por causa da dependência mútua, do companheirismo constante e do desafio de se atravessar uma enorme distância para colocar a bola num pequeno espaço. Essas situações podem ter várias leituras, e suas interpretações serem aplicadas em vários momentos da vida, como a de que nunca fazemos nada sozinhos, pois precisamos sempre de outras pessoas; um companheiro facilita a nossa caminhada; e por maior que sejam os desafios,não devemos desistir de nossos objetivos. O basquete é fenomenal!
Essa minha volta não foi apenas a decisão de colocar o sedentarismo para fora de jogo, mas de fazer algo muito maior. O objetivo é retomar, aos poucos, muitas das coisas de que gostava, mas que por causa do necessário, dos compromissos, da responsabilidade, deixei de lado. Isso não é bom. Pois assim como na quadra, na vida é preciso equilíbrio, para que você não seja derrotado.
Por outro lado, preciso reconhecer que neste período, muitas coisas positivas aconteceram. Tornei-me microempresário (falo disso em outros posts), tive um filho, fiz uma pós-graduação, li livros incríveis e passei por momentos marcantes, mas confesso, por pura falta de tempo, não consegui compartilhar esses momentos com vocês. Espero que essa volta às quadras e às “Palavras Certas” seja um momento de reviravolta e que esses encontros sejam mais constantes.
Um abraço e até mais.

Terça-feira, Julho 21, 2009

Quando a Petrobrás chegar... (Parte III)


Alegria do centro

Por causa do aspecto decadente, o Valongo foi, durante um bom tempo, uma pedra nos planos da prefeitura para expandir o projeto Alegra Centro. A idéia é recuperar as instalações históricas do centro de Santos, com a ocupação de imóveis antigos pelas diversas empresas que atuam na cidade. Em várias regiões centrais, o projeto teve êxito e conquistou investidores nos imóveis, mas no Valongo não se obteve o mesmo resultado. Os marginais, os usuários de drogas e os problemas estruturais impediam a viabilidade do projeto. Quem tinha dinheiro para ocupar as construções fugia do local como o diabo da cruz. Porém, depois da Petrobrás, tudo mudou. Ao repassar o terreno por R$ 15.180.000,00, a prefeitura colocou um ponto final num enorme problema que parecia sem solução. E como num passe de mágica, todos voltaram os olhos para o bairro, as propostas surgiram e os imóveis recuperaram o valor de mercado, como nos tempos em que o Valongo era um dos locais mais badalados de Santos. - A cidade escolheu e estimulou a Petrobrás a definir o centro histórico, o centro comercial de Santos, como sendo o local para a implantação da sede dessa importante unidade - disse o prefeito reeleito de Santos, João Paulo Tavares Papa, após a inauguração do curso Técnico de Petróleo e Gás, oferecido pela prefeitura em parceria com a Petrobrás, no inicio de dezembro.
Depois que as três torres estiverem construídas, dá para imaginar uma nova paisagem, um novo cartão postal. Recuperação do ambiente urbano, fachadas reformadas, a instalação de empresas e o parque tecnológico darão um novo aspecto à região e, finalmente, o Valongo ganhará os ares da modernidade. O trânsito de pessoas será constante. Os caminhoneiros vão ter que procurar outro local para encostar suas máquinas, os desocupados serão espantados.
Apesar das promessas de melhoria, o mecânico Milton César Ribeiro, que trabalha numa oficina de caminhões com piso de terra e enormes poças de óleo, não vê com bons olhos essa história da Petrobrás se instalar nas imediações. “Vai aumentar o número de prostituas e marginais”, garante. Trabalhando há cinco anos no bairro, Ribeiro, que é troncudo, usa barba como Brutus, o adversário do marinheiro Popeye na conquista do amor de Olívia Palito. Ele acredita que só existe uma solução para mudar o perfil da região: - Destruir tudo e começar do zero.
A desempregada Dora Veiga, moradora de um pequeno sobrado com antena de canal por assinatura, na Marques de Herval, espera por um choque na realidade assim quando começarem as obras. Vivendo há 14 anos no Valongo, essa caiçara de Pariquéra-açu conhece a região como a palma de sua mão, sabe das necessidades e dos desafios que precisarão ser superados para o local sair da estagnação e trilhar os caminhos da prosperidade. Como morou em várias ruas da região e foi proprietária de um dos lugares mais movimentados do Valongo, é capaz de enumerar os benefícios que o empreendimento gerará. “Os imóveis serão ocupados, o número de usuários de droga circulando pela região deve diminuir e vai aumentar a segurança”, disse a senhora que tem um agradável sorriso e passa a maior parte de seus dias na companhia de um poodle e um enorme pitbull. “Não é por medo, eu gosto da companhia deles”. Enquanto não cuida do serviço doméstico de seus ‘cachorrinhos’, observa a movimentação das pessoas da sacada do sobrado. Nesses momentos imagina um bairro transformado, com muitas oportunidades de empregos para os jovens e com todas as ‘coisas negativas’ longe deles.
É com essa mesma expectativa otimista que diariamente Fernando sonha. Ele não vê a hora dos clientes voltarem à sua sapataria, que também já foi uma loja e fábrica, que ‘exportava’ para todo o Estado de São Paulo. Nos tempos áureos, vendia em média 100 pares por dia. A Rua São Bento era uma espécie de centro nervoso do bairro. Os trens chegavam à estação, que está há poucos metros de distância, descarregavam os trabalhadores das fábricas de Cubatão, desembarcavam os turistas que visitavam as belezas de Santos e os bondes traziam gente de todos os bairros. A prosperidade era uma realidade presente em todos os lados e o comércio borbulhava. Mas isso mudou.
Como a política de transporte brasileira prioriza as rodovias em relação a outros modais, a estação ferroviária santista foi mais uma das vitimas dessa concepção de deslocamento de cargas e pessoas e também conheceu o seu fim. Os bondes deixaram de ser usados no transporte urbano para serem apenas um equipamento turístico e o Valongo, que basicamente sobrevivia dessa movimentação, estacionou. Os clientes deixaram de freqüentar os estabelecimentos e os personagens do submundo os substituíram, lojas se extinguiram, algumas foram vendidas, muitas abandonadas e poucas resistiram. Para completar, os vários planos econômicos dificultaram ainda mais a situação.
- Hoje só abro para não ficar sem fazer nada, mas tem dias que não consigo vender nenhum par de sapatos, desabafa Fernando.
Nos períodos em que passa sentado, com o cotovelo apoiado no braço do sofá, segurando o queixo, Fernando reflete muito. Nesses momentos, recorda, porém, de todas as etapas da confecção de um calçado, algo que aprendeu quando ainda estava, em idade escolar, na Ilha da Madeira. Até hoje, sabe como reconhecer o melhor couro, o corte certo para cada tipo de pé, como selecionar a linha ideal para a costura de um produto resistente e de qualidade. Com esse conhecimento, montou a Indústria e Comércio de Calçados Atlas e ensinou o oficio para aprendizes que partiram. No seu entendimento, somente a presença de uma empresa do porte de uma Petrobrás pode dar vida ao Valongo e trazer os clientes de volta: - Vai trazer mais gente e movimento para cá.
Na rua, os caminhões passam e fazem enorme barulho. - Se eles fizerem tudo o que disseram será muito bom, mas está demorando muito. Do jeito que as coisas andam é bem capaz de eu morrer antes que veja essa transformação.
Enquanto esse momento não chega, Fernando continua ali, esquecido entre as suas vivas lembranças, sonhando em reviver o que passou: - Quem não tem saudade do que é bom e não volta mais?

Terça-feira, Julho 14, 2009

Quando a Petrobrás chegar... (Parte II)

O sonho de Beth
A Marquês de Herval, uma das entradas principais do empreendimento, é uma rua apertada. Isso acontece mais pela presença constante de caminhões, que normalmente estacionam por ali antes de chegar aos terminais do porto, do que pela falta de espaço. Na mesma via também existem oficinas, borracharias, locais que naturalmente atraem os motoristas com suas máquinas gigantes. Além disso, os veículos estão sempre carregando e descarregando mercadorias nas transportadoras e empresas de logística. Há pouquíssimas residências. A Ong Vida e Solidariedade, que auxilia pessoas carentes, também está na mesma rua. O ‘Bar Lanchonete Amigo Carreteiro’, na esquina com a Rua São Bento, freqüentado por todo tipo de pessoas, quase nunca está vazio. É também na Marquês de Herval, colado ao muro de um dos portões de entrada do terreno da estatal, que Elizabeth de Souza, de 43 anos, tira o seu sustento. Há oito meses, essa mulher de pele morena e com rabo de cavalo construiu, com ajuda de amigos, um pequeno estabelecimento comercial, que ocupa toda a calçada. O local é uma birosca.
Para levantar o seu empreendimento, primeiro retirou todo o entulho do local, arranjou algumas madeiras e telhas numa demolição, serrou, pregou, encaixou, juntou com um balcão que já possuía e no final pintou tudo de azul claro. Convivendo com a simplicidade e deficiências de um barraco, ela tem espaço para trabalhar e vender vários tipos de cachaça, salgadinhos, refrigerantes, doces, balas, mas não serve refeições. A decoração é composta por uma placa de fórmica branca, com os preços dos produtos escritos à mão. Logo abaixo, um aviso, rascunhado com giz branco, em uma lousa infantil, avisa: “Não vendemos fiado!” Três calotas baratas de carro (onde deve estar a outra?), pregadas no muro do terreno de onde será sede da Petrobrás em Santos, compõem o único arranjo do lugar, que funciona de segunda a sábado, das 7h30 às 22 horas e quase sempre está escondido atrás dos caminhões estacionados por ali.
Elizabeth, ou Beth como é conhecida por todos, não nasceu no litoral, mas foi uma dos primeiros moradores da Baixada a sentirem na pele os impactos da presença da Petrobrás. Ela, os dois filhos e 39 famílias foram despejados do cortiço em que moravam por bem em frente de onde será a sede da estatal. Com a supervalorização dos imóveis das imediações, eles se tornaram mais umas das vitimas de algo normal em regiões que recebem grandes empreendimentos: especulação imobiliária. Empresas, investidores ou simplesmente aproveitadores, adquirem terrenos e casas por um custo baixo, desalojam os menos abastados, esperam a região ganhar valorização, para depois, revender por preços infinitamente superiores. Seguindo o roteiro dessa prática, o novo proprietário levantou paredes e lacrou todas as entradas do imóvel que abrigava o enorme cortiço. Agora, ele aguarda o momento certo de agir.
Beth lembra-se como se fosse hoje o dia em que foi comunicada de que seria obrigada a deixar a casa em que viveu durante oito anos. Em maio do ano passado, o antigo dono reuniu os moradores, homens, mulheres e crianças, e anunciou que precisariam procurar outro local para morar, pois o imóvel estava vendido e o novo proprietário exigia desocupação imediata. Como todos, naquele fatídico dia do quinto mês do ano, Beth, mãe de duas crianças, foi pega de surpresa. E cada morador teve que dar jeito na sua própria vida.
- Assim como as outras famílias, tivemos que sair, com uma mão na frente e outra atrás.
Pior que perder o teto, foi ver evaporar, de uma hora para outra, a freguesia que construiu durante os anos que permaneceu no cortiço e que lhe garantia a sobrevivência. No local, vendia de tudo, servia refeições, era conhecida e respeitada por todo mundo. Em pouco tempo, encontrou uma casa para morar com os filhos no bairro do Mercado, mas algo ainda a incomodava: como conseguir emprego? Com poucos anos de estudo, recusando-se a “limpar chão” e apenas com experiência de venda, procurou trabalho, mas não conseguiu. Passou alguns dias pensando, analisou os riscos e decidiu atravessar a rua e remontar o antigo negócio em novo endereço. Hoje, o seu pequeno comercio é freqüentado por caminhoneiros, funcionários das empresas da região e andarilhos que circulam pelas ruas do Valongo: – Não é mais a mesma coisa. Mas consigo sobreviver.
Natural de Araraquara, Beth está em Santos há 13 anos, trabalhando por conta própria. Dessa forma, conseguiu criar dois filhos e conquistar dignidade. Com um sorriso permanente no rosto e um jeito interiorano, além do comércio no cortiço, vendeu refeições para os trabalhadores do porto. Porém, tudo mudou desde que foi anunciado o novo empreendimento.
- Até agora a Petrobrás só me deu prejuízos. Vamos ver se vai trazer alguma coisa de bom.
Mesmo assim não desiste e deseja reverter a situação desfavorável, conquistar algum lucro e condições para realizar um sonho: a casa própria. Com o início das obras previstas para o primeiro semestre de 2009, ela pretende permanecer no local, vender seus produtos para os trabalhadores que irão erguer os prédios, fazer economias e voltar para o interior. E assim dar a segurança de um teto para os filhos, reviver um pouco dos bons tempos de menina e fazer algo que adora: “pegar fruto no pé”. Esta é a sua motivação, seu sonho encantado, caso as autoridades municipais permitam que ela fique por ali, com sua birosca: - Eu sei que estou errada, mas só quero poder ficar os três anos da obra, ajuntar meu dinheirinho, construir a minha casa e ir embora.
Dois homens que bebiam tubaína e falavam ao rádio, despedem-se.
-Até mais Beth.
- Tchau, ela responde.
Em seguida, um homossexual de codinome Carolina encosta e tenta vender alguns pacotes de bolachas wafer para a comerciante. Sem sucesso, pede uma dose de ‘cachaça com raízes’. Acende um cigarro. Enquanto atende o freguês e fala de sua história ao repórter, a comerciante reconhece que leva uma vida difícil, mas mesmo assim não demonstra tristeza.
- Aqui tudo é caro. Para mim, Santos é uma ilusão. Estou acostumada a uma vida mais simples.
Uma televisão de 14 polegadas está desligada sobre um balcão ou freezer, não sei bem, no fundo do estabelecimento.
- O que eu ganhar em três anos para mim será lucro. Já estou ciente que terei que sair. Não vou ficar aqui para sempre. Mas só peço que me dêem um espaço de tempo – implora falando de forma tranqüila e pausada. – Depois que a Petrobrás construir os prédios chiques dela, não vou criar caso para sair daqui. Eu aprendi uma coisa nessa vida: só podemos brigar quando temos razão, mas quando não se tem razão não se deve brigar.