PALAVRAS CERTAS

Um blog de textos, idéias e bastante palavras

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Quando a Petrobrás chegar.. (Parte I) .

Texto e fotos: Uilians Uilson Santos


Fernando está sentado olhando a rua. É dessa forma que, há alguns anos, tem passado a maioria de seus dias: observando o movimento dos pedestres, o fluxo dos veículos na via de paralelepípedo, enquanto pensa sobre tudo o que passou em seus 78 anos de vida. Às vezes, suspira e deixa escapar uma frase que demonstra profunda ansiedade: - Ela não chega. Todo mundo diz que ela virá, mas não chega.
De aparência triste e saudosista, seu Fernando, como é conhecido na região, é Fernando da Silva Figüeiro, um português de berço e brasileiro por opção, que há 58 anos desembarcou no país para viver, construir uma família e conquistar um patrimônio com o conhecimento que adquiriu em sua terra: a sapataria.
Durante muito tempo, conseguiu. Mas os anos se sucederam, o dinheiro acabou e os fregueses partiram. Hoje, ele passa horas cercado pelos restos de uma prosperidade saudosista. As caixas de sapatos, empoeiradas e empilhadas, guardam o que um dia foram fonte de sua riqueza. Ferramentas paradas, maquinas adormecidas, tudo está lá, debaixo de um teto esburacado e sob o olhar distante dos santos católicos colados na porta com decoração de Papai Noel. A montanha de pedidos esquecidos nas sobras da oficina são os únicos indícios dos fregueses que um dia passaram por ali.
A expectativa desse homem está na chegada de um empreendimento que promete revolucionar toda a região. Com ele chegarão mais pessoas, um novo fôlego de vida e possíveis clientes. Estamos no bairro do Valongo, centro histórico de Santos, onde nos próximos meses, a Petrobrás, que já está na cidade, dará inicio às obras de construção da sede definitiva da Unidade de Negócios da Bacia de Santos, que cuidará de todos os detalhes da exploração dos mega-campos de petróleo do Pré-Sal a centenas quilômetros de distancia em alto mar.
Da futura sede administrativa, sairão ordens e diretrizes a serem aplicadas nas frentes de trabalho entre Cabo Frio, no Rio de Janeiro, até Florianópolis, Santa Catarina. Os números que cercam essa construção dão a dimensão da magnitude deste empreendimento. Serão três torres, numa área de 42 mil metros quadrados, quando estiverem concluídas, em meados de 2012, 6 mil funcionários, apenas da Petrobrás, trabalharão no local. Para que sejam exploradas as gigantescas reservas de óleo e gás, em 10 anos devem ser investidos 18 bilhões de reais só na Bacia de Santos. A previsão é que a Unidade de Negócio gere também, na Baixada Santista, mais 20 mil postos de emprego de forma indireta. Além de movimentar a economia regional, será um pólo de desenvolvimento que se estenderá por todo país.
No entanto, para isso se tornar realidade, muita coisa ainda precisa ser feita. O local que será a sede, hoje não passa de um terreno baldio, repleto de mato e construções apodrecidas. A imagem também pode ser vista como um retrato do que se tornou a vizinhança.
O Valongo tem a igreja, que dá nome ao bairro, situada à Rua São Bento. Construída em 1640, guarda peças de imenso valor histórico e sagrado. Ao lado, está a Estação Ferroviária que, por muito tempo, foi um dos principais acessos entre o porto e a capital. Ruas de paralelepípedo, empresas de logística, bares, armazéns, transportadoras, residências, ruínas, Ong, moradores de rua, marginais e muitos caminhões dividem o mesmo espaço. Mesmo a aproximadamente um quilômetro da Praça Mauá, marco zero da cidade, o bairro não acompanhou a evolução e permaneceu estático e esquecido. Segundo a própria Petrobrás, esta região da cidade foi escolhida por atender critérios técnicos, como a proximidade do porto (está a pouco mais de um quarteirão do terminal), fácil acesso ao Sistema Anchieta-Imigrantes (ligação entre a Baixada e São Paulo) e por estar praticamente ao lado da Base Aérea de Santos, onde deve ser construído o Aeroporto Civil Metropolitano da Baixada Santista (antigo sonho regional).
Enquanto que na avenida portuária os caminhões transportam boa parte da riqueza brasileira, num balé frenético, que em vários momentos lembra a movimentação sanguínea nas artérias, nas ruas do Valongo, ao redor de onde serão as torres, é como se o tempo estivesse parado, aguardando por dias melhores que teimam em não aparecer.
Em frente à estação, fica o Largo Marquês do Monte Alegre onde estão as ruínas de um antigo Casarão que no futuro deve abrigar o Museu Pelé. A sinuosa Rua Senador Cristiano Otoni nada mais é do que uma via de acesso ao porto. Como o muro neste local é baixo, dá para ver que um vigilante toma conta do que sobrou do passado próspero que, espera-se logo deve voltar. Deste ponto, como há mais espaço, será possível contemplar as construções quando as torres estiverem concluídas.

Sexta-feira, Março 13, 2009

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Boa sorte!

Yes we Can!

Sábado, Outubro 25, 2008

A Salvação de Maria


Maria Aparecida nasceu em uma região pobre de Minas Gerais. Por causa da morte do pai, ela acabou sendo internada num convento. Até desejou tornar-se freira, mas por causa do racismo, o sonho foi frustrado. Mudou-se para São Paulo, acabou agredida por uma ex-patroa. Para sobreviver, ao lado da mãe, trabalhou como doméstica. Mesmo conhecendo os companheiros e pais de seus quatro filhos, carregava um vazio dentro do peito que a incomodava.
Por mais que tentasse, nunca encontrou a resposta. Buscou alternativas na igreja que lhe rejeitou, tentou a umbanda e o espiritismo kadercista, mas nada aconteceu. A história de Maria só começou a mudar quando descobriu que a palavra de Deus era o sentido para nortear sua vida. O primeiro sinal de que era este o caminho, surgiu quando freqüentava a igreja Matriz de São Vicente. Na época, um padre, adepto da renovação carismática, implantou a visão que tentou revolucionar o jeito católico de viver o cristianismo. “Eu me sentia melhor”, revela.
Com a saída do sacerdote, a chama de Maria esfriou. Tentou a mesa branca, mas não era o que procurava. Quando aceitou um dos vários convites de uma amiga para visitar uma igreja evangélica, os sinais da mudança surgiram. Mesmo não entendendo muito bem o culto, Maria, pela primeira vez, teve a certeza de que Deus falava com ela: “Por ter ouvido e obedecido ao meu chamado, naquele momento, o Senhor tirava da sepultura um ente querido”, disse um profeta. Além do vazio, o envolvimento do neto com a criminalidade, era a maior das preocupações.
E tudo aconteceu como o profeta dissera: “Quando voltávamos para casa, uma viatura, em alta velocidade, veio em nossa direção e só não nos atropelou, porque nos jogamos no chão. Assim que dobrou a esquina, escutamos três tiros”. Apesar de sua filha gritar o nome do neto, Maria sentia que nada havia acontecido. Conversando com as testemunhas, descobriu que ‘o menino’ escapou à perseguição policial. “Um vizinho me disse que o meu neto voava, parecia que estava sendo suspendido pelos braços, como se alguém o carregasse”.
O milagre não resolveu todos os seus problemas e Maria adoeceu. Depressiva, passou a tomar remédios e fazer acompanhamento psiquiátrico. Durante as crises caminhava sem rumo, as netas a resgatavam e nunca conseguia se lembrar de nada. A virada ocorreu durante uma das andanças. Sentiu-se mal em frente de um templo evangélico. Recebeu auxilio e conforto, começou a freqüentar os cultos, aprendeu sobre a Bíblia, salvação, quem era Jesus Cristo. Mas não ficou muito tempo. Como a filha e uma amiga passaram a freqüentar a igreja do Ministério Peniel, no Quarentenário, em São Vicente(SP), Maria acompanhou.
Aos poucos cresceu na fé, conheceu o amor de Cristo, envolveu-se com o Espírito Santo e assistiu o agir de Deus entre a família. As filhas Yara e Elaine passaram a freqüentar a igreja e, em dezembro, Maria, junto com a caçula Amanda, desceu as águas na praia do Gonzaguinha. Hoje, ela tem a convicção de que o Senhor está reescrevendo a história de pessoas que estavam perdidas, unindo laços que pareciam que jamais seriam ligados. O neto problemático, encontrou a salvação num ambiente onde muitos são derrotados. Mesmo preso, ele conheceu o poder de Deus e integra o exército de Cristo. Porém, para a satisfação de Maria ficar completa, ela ora para que o seu único filho homem tenha a mesma oportunidade. “Antes de ser meu, ele é filho de Deus”.
Embora nem tudo esteja resolvido, não há como comparar aos tempos de desespero. Desta vez, Maria sabe de onde virá o socorro. Depois que conheceu ao Senhor, os dias deixaram de ser monótonos, a vida passou a ter uma explicação. Deus se tornou tão presente em seu cotidiano que não consegue mais esquecê-lo. Diariamente, agradece a chance de, aos 60 anos, poder viver com esperança e de descobrir que ‘Jesus a ama’, acima de tudo. Um imenso banner, afixado logo na entrada da igreja, com fotos suas, da filha Amanda e dos irmãos, durante o ‘Batismo dos Mil’, representam, além da felicidade pela conquista num dia de verão, o momento da ruptura. Naquela manhã, o passado sombrio e sem sentido conheceu o ponto final e um futuro, iluminado pela luz de Jesus Cristo, foi inaugurado com as cores vivas e brilhantes que somente as novas criaturas possuem. “A minha vida tem sido uma benção”. Glória a Deus!

Segunda-feira, Setembro 22, 2008

Festival de Teatro Gospel do Guarujá

Pelo sétimo ano consecutivo, grupos evangélicos se revezaram no palco do Teatro Procópio Ferreira para interpretar e ministrar peças durante o Festival Gospel de Teatro Amador do Guarujá. Grupos da Baixada Santista e São Paulo, participaram, entre os dias 29 de julho e 2 de agosto, do evento e realizaram performances teatrais com pontos de vista cristãos.
Em 2008, a grande vencedora foi a peça Patinha Feia, encenada pelo grupo de teatro da Igreja Batista Peniel do Guarujá, que levou os prêmios de melhor espetáculo, direção, figurino, maquiagem e as indicações de melhor atriz e atriz coadjuvante. A peça contou a história de Lindinha (uma patinha que não se achava bonita) que resolve ‘evangelizar o mundo’ após ganhar uma Bíblia e inspirar-se no texto de Marcos 16:15. Depois de cumprir a missão, descobre a beleza espiritual que o evangelho produz na vida das pessoas. “Foi uma benção levar a palavra de Deus com a ajuda da arte”, comemorou Débora Ferreira Masson, líder do grupo que, em três meses, foi formado, ensaiou e faturou as premiações.
Juntamente com as disputas, oficinas de técnicas teatrais, sessões de debates com os jurados e apresentações de grupos de dança e pantomima, enriqueciam o evento. Criado em 2002 pelo ex-ator amador e, atualmente, pastor Cristiano da Silva, com o objetivo de ‘edificar vidas através da arte’, ‘promover comunhão entre as igrejas’ e ‘incentivar o desenvolvimento dos grupos teatrais’, o Festival Gospel está se tornando tradicional. Neste período, cresceu, contou com a presença de atores profissionais, como (o já falecido) Norton Nascimento, entrou para o calendário oficial de Guarujá e a cada edição, desperta o interesse de mais pessoas. Quando foi iniciado em 2002, durante os dois dias de evento, sete cenas, de até 15 minutos, foram exibidas para poucas pessoas. Este ano, nas cinco noites, mais de 3500 espectadores assistiram as 21 peças, com duração máxima de 40 minutos. Para 2009, os organizadores têm a expectativa de contar com a presença de grupos de outros estados. “Eu acredito que o Festival Gospel se tornará nacional”, profetiza Silva, que também preside a Comunidade Evangélica Bereana. “Vai chegar o dia que teremos muitos grupos e o Festival será uma tradição de Guarujá”, completa.
Além de ser um canal de benção para a cidade, o evento revela-se um bom campo de evangelismo, pois 30% do público, que costuma assistir às performances, não são alcançados, aumentando a responsabilidade de quem atua. “O ator cristão não representa, ministra”, afirma Vanessa Mariano, líder do grupo Ágape Company. Quando assistiram as peças do festival de 2002, Caryl Chesmann Sarda e Rita Valdete Bernardino Sarda não eram evangélicos e nem sonhavam que um dia estariam, no mesmo palco, representando uma peça que mostrasse a importância do evangelho na vida de uma família. Depois de tocados pela mensagem, converteram-se, ingressaram no teatro de sua igreja, (casados na vida real) eles interpretaram um divertido casal, na peça 7 Pecados Capitais. “Depois que nos convertemos nunca mais saímos da presença do Senhor”, garante Caryl.

Quarta-feira, Agosto 06, 2008

As viagens de Nelson


Cansado da rotina que levava, Nelson Felix Sampaio Junior, aos 19 anos, tomou uma decisão radical: largou tudo. Juntou algumas economias, colocou uma mochila nas costas e partiu para conhecer o mundo. Filho de uma família de classe média paulistana, deixou o lar, a chance de um futuro promissor em uma grande operadora financeira, para viver uma longa viagem por vários estados brasileiros, atrás de algo que ele não sabia ao certo, mas que há algum tempo o incomodava.
Em pouco tempo, a renda que lhe garantiria segurança acabou. Para conseguir dinheiro, teve que se virar. Foi em Maceió (AL) que produziu e vendeu artesanato, aprendeu a dormir nas ruas e ‘manguear rango’ (pedir comida). Levava uma vida de aventuras e de irresponsabilidades. Usou todas as categorias de drogas, envolveu-se com traficantes, percorreu o polígono da maconha pernambucano. Nelson não se importava com o que acontecia em casa, a milhares de quilômetros de distância. Pois vivia o seu grande momento, sentia a liberdade, estava entre os seus, que assim como ele, carregavam uma rebeldia contra o mundo que não os compreendia. Passou grandes riscos, como os 60 dias na cadeia, ou quando se embreou no mato para fugir das balas que silvava o seu corpo.
Até tentava se livrar disso. Por períodos, Nelson regressava ao lar. Mas o que via não o motivava. Pois, assistia a degradação da família. O pai, um ex-empresário, entrara na criminalidade, a descoberta da doença que levaria sua mãe e a perdição de outros parentes. Na verdade, essa tragédia o incentivava a voltar à estrada.
Embora no submundo, tentava deixar as drogas, não conseguia. Às vezes, parava para pensar sobre a sua situação: “O que estava fazendo na terra?”; “Para que prolongar seus dias?”, se perguntava.
Cativante, conseguia atrair e reunir pessoas. Vivendo como eremita, numa cabana, no meio do mato, tomou uma decisão que sinalizaria o seu futuro. Num certo dia, ele e mais um companheiro de ‘vida errante’ decidiram, sem nenhuma explicação, subirem em dois montes e simplesmente clamarem: “Comecei a falar com Deus”, recorda. “Ao mesmo tempo, senti que algo despertou”.
O vazio, que lhe fazia viver uma busca incessante, estava prestes a ser preenchido. Mas antes que a jornada chegasse ao fim, descobriu que era portador de uma doença sem cura. Esteve entre a vida a morte. Até que foi resgatado por familiares, aqueles que um dia abandonara.
Numa casa de recuperação de Praia Grande (SP) teve sua maior surpresa e encontrou o que procurava, o que tanto queria, a motivação de vida: Jesus Cristo. Pela primeira vez, em mais de 10 anos, não se sentia oco. Novamente, uma mudança, agora real.Não via mais a necessidade de fugir. Foi em 2000, o ano de sua redenção, da conversão, do encontro verdadeiro. Aprendeu novos valores: obediência, servidão, compartilhar, responsabilidade. Pediu perdão aos pais pelos erros do passado. “Eu tive que morrer para nascer de novo, por meio da palavra de Deus”, revela.
Os milagres começaram a acontecer. Um casamento, um filho, ambos sadios, livres da doença. O mais importante, o agir do Senhor entre seus parentes, que aos poucos também se renderam a Cristo. E passaram a escrever uma nova história. “Através do evangelho, Deus está convertendo toda a minha família”.
Nelson, que faz tratamento e que o deixa em uma ótima forma, acredita que a doença, é o seu “espinho na carne”, para sempre lembrar que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. “Não me considero doente. Sou curado em Cristo”.Há quatro anos, ingressou na Fatep (Faculdade Teológica Peniel), mais do que atender a um chamado, Nelson, que integra a Peniel Humaitá (São Vicente-SP), está aprendendo a escutar a voz do Senhor, a ser cristão. “A liberdade que eu procurava trouxe destruição e rebeldia. Hoje, eu me amo e me respeito pelo conhecimento de Jesus. Sou livre e um homem feliz”.

Quinta-feira, Junho 05, 2008

Conte suas bênçãos

Recebi este e-mail e gostaria de compartilhar com os leitores do Palavra Certas.
"Se você acordou esta manhã com mais saúde do que doença...você é mais abençoado do que o milhão que não sobreviverá esta semana.Se você nunca passou pelo perigo de uma batalha, a solidão de umaprisão, a agonia de uma tortura, ou as aflições da fome, você está à frente de quinhentos milhões de pessoas no mundo.Se você pode freqüentar uma sessão de igreja sem o medo demolestamento, prisão, tortura, ou morte...você é mais abençoado do que três bilhões de pessoas no mundo.Se você tem comida no refrigerador, roupas no corpo,um telhado sobre a cabeça e um lugar para dormir, você é mais rico do que setenta e cinco por cento desse mundo.Se você tem dinheiro no banco, na carteira, e trocados em algum lugar...você está entre os oito por cento no topo desse rico mundo.Se você mantêm sua cabeça erguida comum sorriso no rosto e é realmente agradecido...você é abençoado porque a maioria pode, mas não o faz.Se você segura a mão de alguém, o abraça ou mesmo o toca no ombro...você é abençoado porque está a oferecer o toque de cura de Deus.Se você pode ler esta mensagem, você recebeu o dobro de bênçãos daquele que pensou em você, e mais,você é mais abençoado do que dois bilhõesno mundo que absolutamente não podem ler.Tenha um bom dia, conte suas bênçãos, e passe adiante para lembrar a todos quão abençoados todos nós somos".