segunda-feira, janeiro 28, 2013

Sem explicação


Por que certas coisas ainda acontecem? Mesmo que surjam as explicações, as análises, as opiniões, os culpados encontrados, os responsáveis condenados, nos restará apenas a lamentação, o pranto e os vazios deixados pela perda de mais de 200 dos nossos.
Por quê? Mesmo que isso um dia acabe, jamais esqueceremos. Permanecerá, dia após dia, o gosto amargo da derrota em nossas bocas, em nossas vidas, em nossas almas. E aquela pergunta sem resposta  continuará não nos dando o que queremos, nos roubando a paz, pois, além de não nos explicar, ela é incapaz de preencher a saudade eterna que já habita entre nós.
Por quê?Por quê? Talvez nunca saberemos, talvez nunca deveremos compreender. Neste momento em que choramos e não sabemos como conviver com a dor que insiste em não partir, em que o tempo não passa para nos confortar e ainda não esquecemos tudo o que vimos, sentimos e presenciamos, apenas oremos: "Nos perdoe, Senhor, mas ainda não sabemos o que fazemos".     

segunda-feira, dezembro 19, 2011

É só Promessas?




Grandes nomes do gospel Nacional no


show da globo: marketing ou aproximação verdadeira?



Concordo que há muitos interesses nos dois lados dessa história, que o gospel será apenas mais um produto das organizações Globo, e que os cantores estão mais interessados em aumentar suas receitas, mas será que não pode ser visto com um começo? Ou será um fiasco como o Santos contra o Barcelona? Eu ainda não tenho essa resposta, mas acredito que só o tempo dirá.
Mas quero deixar um questionamento: quantos não buscam uma igreja, ou melhor, o Senhor Jesus por algum interesse pessoal (cura, direção, respostas, libertação, auxilio, luz, amor, salvação), mas em algum momento da vida se dá conta que não pode ficar sem o que reino tem para oferecer. Oremos para que com essa abertura, a visão que a Globo tem de nós, crentes, seja modificada e passemos a ser compreendidos e respeitados.
Mas uma coisa temos que reconhecer: foi lindo ver o nome de Jesus ser exaltado na telinha e ter a certeza que a mensagem foi levada em vários confins de nossa nação, onde só o sinal de TV é capaz de chegar...

quarta-feira, maio 11, 2011

Será este o futuro?

Não sou de ver novela, mas, sábado, como estava de bobeira em casa, acabei me juntando à família em frente da TV na hora da novela das 9 da Globo, quando essa cena apareceu. Estou há alguns dias pensando nela. Será este o futuro da nossa profissão?


http://insensatocoracao.globo.com/videos/v/olivia-incentiva-kleber-a-conseguir-um-emprego/1503810/#/capítulos/20110507/page/2

terça-feira, abril 26, 2011

Quantos livros você já leu na vida?


Quantos livros você já leu até hoje? Estou com essa pergunta na cabeça há alguns dias. Isso começou desde quando resolvi colocar o meu perfil na rede social WWW.olivreiro.com.br. A rede brasileira e patrocinada por uma grande universidade carioca, é uma forma criativa de reunir pessoas que tem o gosto pela leitura em plena época do reinado da tecnologia.

Há relações de escritores de várias épocas, nacionalidades, temas, enfim, livros aos montes. Além, é claro, da possibilidade de interagir com outros participantes da rede. Entre as muitas atividades, comunidades que existem no O Livreiro (ainda não descobri todas) está a Estante, onde o participante coloca os livros que deseja ler, já leu ou o que está lendo. Até agora, estou chegando aos 100, mas tenho certeza que é muito mais. Uma vez, quando estava no último semestre da faculdade, há mais de uma década, eu e um, até então, colega de curso e ávido freqüentador da biblioteca, fizemos um levantamento sobre o que havíamos lido até aquele momento, recordo que a minha marca passara dos 150.

Não lembrei de todos, mas volta e meia me pego citando um título que um dia passou pelas minhas mãos. O exercício tem sido produtivo, porque recordo de livros que nem lembrava mais, dos marcantes e de vários que detestei. É engraçado como a memória pode ser um baú de surpresas. Também descobri que tem uma infinidade de livros que desejo ler e aqueles que quero ler e que nem sabia. Entre as muitas comunidades existentes no O Livreiro uma que me chamou a atenção é a “Pilha não Para de Crescer”, reúne pessoas que acumulam livros para um dia ler, tenho esse hábito. Olhando para a minha pequena estante, estão lá vários que um dia comprei ou ganhei e que nem folhei. Será que todo leitor é assim? E você, quantos livros já leu?


domingo, abril 24, 2011

Um novo pacto



Voltei a jogar basquete. Neste fim de semana, fiz uma constatação observando um cara, que por causa dos compromissos da vida, como estudo, emprego, família, há tempos não colocava o tênis e não entrava numa quadra: o basquete é cruel com os sedentários! Não perdoa quem está fora de forma. Você busca o ar e não vem, o cérebro manda, o corpo até tenta, mas não consegue obedecer.
Eu sabia o que ele estava sentindo. Pois, há algumas semanas, passei pela mesma situação. Confesso que é no mínino estranho sentir na pele de que o tempo passou, de que você não é mais a mesma pessoa, que se dedicou a outras atividades e deixou de lado algo prazeroso e que julgava eterno. A juventude passou e com ela foi embora parte da vitalidade. Movimentos que eram feitos com tanta simplicidade, pareciam que estavam sendo executadas por uma pessoa de 80 anos. Estranho, mas não tenho nem a metade disso.
Descobri também que esse colapso é só nos cinco minutos iniciais, depois você encontra o seu ritmo e domina o cansaço. Para isso, o jeito é colocar-se em situações em que não precisa se movimentar tanto, passa a administrar o jogo e deixa a correria com os mais jovens e velozes. Hoje, entendo o que ex-atletas passam...
Diferente do futebol, quando um atacante pode ficar a maior parte do tempo com as mãos na cintura, esperando a bola chegar aos seus pés, no basquete, todos, simplesmente os cinco jogadores, precisam se esforçar para ficar com a bola nas mãos e fazer mais cestas do que o adversário. Por causa dessa grande movimentação, ele é considerado o segundo esporte mais completo, perdendo apenas para a natação.
Gosto do basquete por causa da dependência mútua, do companheirismo constante e do desafio de se atravessar uma enorme distância para colocar a bola num pequeno espaço. Essas situações podem ter várias leituras, e suas interpretações serem aplicadas em vários momentos da vida, como a de que nunca fazemos nada sozinhos, pois precisamos sempre de outras pessoas; um companheiro facilita a nossa caminhada; e por maior que sejam os desafios,não devemos desistir de nossos objetivos. O basquete é fenomenal!
Essa minha volta não foi apenas a decisão de colocar o sedentarismo para fora de jogo, mas de fazer algo muito maior. O objetivo é retomar, aos poucos, muitas das coisas de que gostava, mas que por causa do necessário, dos compromissos, da responsabilidade, deixei de lado. Isso não é bom. Pois assim como na quadra, na vida é preciso equilíbrio, para que você não seja derrotado.
Por outro lado, preciso reconhecer que neste período, muitas coisas positivas aconteceram. Tornei-me microempresário (falo disso em outros posts), tive um filho, fiz uma pós-graduação, li livros incríveis e passei por momentos marcantes, mas confesso, por pura falta de tempo, não consegui compartilhar esses momentos com vocês. Espero que essa volta às quadras e às “Palavras Certas” seja um momento de reviravolta e que esses encontros sejam mais constantes.
Um abraço e até mais.